O papel do Pai nas nossas vidas

O Pai é a força, é a ação, é o partir à descoberta do mundo. Mundo que nos traz oportunidades que nos leva a descobrir quem somos e qual o nosso lugar. Pelas mãos do Pai tomamos a coragem e recebemos os impulsos.



Algumas crenças sociais atribuem ao Pai um papel secundário. Felizmente, hoje em dia esse papel está a mudar, mas se olharmos de uma perspetiva diferente, poderíamos designar esse papel não como secundário, mas como um papel de retaguarda, de segurança. Sistemicamente, o Pai representa a segurança que nos sustenta por vezes sem estar tão presente. O Pai deixa-nos ir à descoberta mantendo o seu olhar sobre nós, por vezes sem demonstrar uma preocupação excessiva. E é nessa liberdade que manifesta-se a vontade de agir. A vontade de seguir em frente, sabendo que estaremos sempre acompanhados.


O Pai é normalmente a primeira figura de autoridade que visualizamos na vida. Por isso, algumas vezes nossa incompreensão leva-nos a vê-lo como o papel da disciplina! É através da disciplina que nós testamos os nossos limites, limites esses que serão fundamentais para a construção da nossa personalidade. Por isso, sistemicamente o Pai é a fonte de força que leva à busca constante de novos desafios e novas descobertas.

O Pai é a alegria demonstrada através da espontaneidade da ação na manifestação de quem somos.


Quando não damos este espaço em nosso coração ao nosso Pai, ou quando isso ainda não nos é possível, diversas áreas da nossa vida ficam comprometidas. Porque é o Pai que nos mostra o caminho, que conduz ao progresso. Sem o Pai ficamos perdidos, sem estrutura para avançar.


Ter uma relação equilibrada com o Pai permite-nos agir e reagir perante todos os desafios que a vida impõe porque temos a força necessária para ultrapassá-los. Sem este fluxo de amor restaurado, a vida parece que fica parada. Quando algo impede este fluxo, marcas e danos profundos podem surgir. É necessário honrar para libertar.


A estagnação é uma das implicações de uma relação com o Pai que não esteja em pleno fluxo, pois não existe no interior a ação e a capacidade de materializar que vem desse impulso. Por outro lado, temos a insatisfação. Neste caso pode existir a materialização, mas com ela vem um movimento de nunca ser suficiente ou nunca sentir-se verdadeiramente preenchido.  Aqui, claramente algo em nós falta. Falta o Pai…

Precisamos de dar ao Pai, o mesmo espaço dado à Mãe em nosso coração. É assim que nos sentimos completos. E só quando nos sentimos completos, podemos ser nós mesmos a viver a nossa vida.


Nem sempre nos é possível fazer este movimento quando estamos toldados dos acontecimentos, quando a nossa história ainda nos dói... Mas é possível libertarmo-nos através de movimentos simples, através do resgate e da aceitação.


Não percas o próximo vídeo onde falarei sobre como curar a relação com o Pai!

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© 2020, Ana Sofia Correia. Todos os direitos reservados.

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