Até que ponto somos livres?

Atualizado: 25 de Abr de 2019

Sempre que me conecto com a palavra Liberdade um misto de sensações surge. Até que ponto somos livres? E se somos, a troco de quê nos tornámos livres?


Hoje celebra-se a Liberdade… Há 45 anos atrás o sistema rompia-se. O sistema governamental que estava instalado quebrou-se e isto só aconteceu porque alguém idealizou, alguém não teve medo de se rebelar contra algo em que não acreditava. Aqui não importa se foi o certo, se foi o errado, se estamos contra ou a favor. Importa que desde aquele 25 de Abril nada voltou a ser igual, nada voltou a ser como era antes. E é isto que acontece ao sistema, seja ele qual for, quando alguém decide quebrar o movimento. O novo se abre e com ele já nada do que era volta.


Quantos de nós somos estes impulsionadores do nosso sistema familiar? Quantas vezes nos queremos rebelar contra as crenças e tradições familiares por acreditarmos que o que podemos fazer e contribuir é melhor? É importante lembrar que enquanto acharmos que é “melhor”, a mudança não flui no próprio sistema. É preciso primeiro aceitar o que passou, honrar o que já foi feito e, com essa honra, sugerir movimentos distintos, movimentos que libertem.



Os impulsionadores são os chamados “ovelhas negras” e movimentam o sistema para a frente. São os chamados “caçadores natos” de caminhos de libertação para a árvore genealógica, como refere Bert Hellinger, e fazem com que o sistema se renove.


E hoje muito temos a agradecer aquelas “ovelhas negras” que se rebelaram contra um sistema. Graças a isso hoje me é permitido partilhar o que sinto e transmitir a minha opinião! É possível porque algo naquele dia mudou!


Muitas vezes ser o “ovelha negra” de uma família, de um sistema, traz momentos de dor, de dúvida e até de alguma descrença. Nem todos vão concordar com o movimento, mas não há como fugir do que a alma anseia. Não há como evitar ser quem viemos ser. Não temos como ser livres se não deixarmos ir algo, se não soltarmos aquilo em que já não acreditamos, aquilo que a nossa alma sabe que não nos serve mais.


Então a única forma que temos de nos sentirmos livres é sermos nós mesmos! É levarmos a cabo os nossos sonhos e os nossos planos honrando a nossa história. Honrando até por vezes quem já fomos, mas que sabemos não ser mais, seguir o movimento da vida para a frente. Ser um impulsionador, romper com as estruturas inflexíveis do nosso ego e ligarmo-nos ao sonho que a alma tem.


Agradece ao teu sistema familiar por tudo o que te proporcionou. Tudo o que foi feito faz também parte do que tu és hoje. Pega no que te foi dado e faz diferente! Leva tudo contigo no teu coração e assim saberás que sempre que seguires os teus sonhos, sempre que te sentires livre, todo o teu sistema se sentirá também.


Feliz Dia da Liberdade! Lembra-te que para seres livre, basta seres tu mesmo!

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© 2019, Ana Sofia Correia. Todos os direitos reservados.

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